terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Passageiros da vida.




Assim nasce uma fagulha do brilho do sol, tão intenso

quanto o carinho de uma mãe, tão quente quanto um

calor do amor, tão reconfortante quanto levitar em um

espaço sem gravidade. Soltos ao vento tudo que

você joga para cima voa como uma lembrança de

pombos em uma praça cinzenta com uma estatueta

aparentemente de mármore de algum santo ou velho

de óculos com algumas crianças ou poses tristes sem

proprosito até que se lê em sua placa que trata-se de

um memorial grandioso para uma grandiosidade. A

irritabilidade atinge todos, seja os que se afogam no

próprio rancor contra outra pessoa se iludindo em si

mesmo, seja aos que acha que ajudam a todos por

ser bonzinho mas sempre seu defeito irá perseguir

parecendo ser maior do que todos os outros. Todos

sentindo não a mesma sensação e não com a mesma

descrição talvez nem no nome, mas sim a

mesma gratificação de que a maioria recebe que ao

passar o sentimento, você se esquece. Sabe do que

estou falando? De uma raiva temporária, de uma

decepção momentânea, do amor ao ponto da paixão

fogosa, de bater a campainha e sair correndo dando

risada, de sentar em uma praça e apreciar todos os

outros vivendo presos em seus próprios

pensamentos e revivendo as mesmas coisas sempre

e sempre até que você se levanta sabendo que cairá

em um rio que dá varias voltas porém te faz dar o

mesmo sentido de percurso e cairá na rotina, o que

talvez seja descrito com a palavra ignorância, dor ou

até mesmo burrice, é ter ciência do que é ser feliz

para você e ainda sim se sentir preso e de pés

amarrados para não conseguir fazer nada sabendo

onde está sua felicidade, como se correntes de

ventos ou como sabemos, correntes nebulosas

afrontam como círculos em seu copo que a cada vez

que se chega perto de uma felicidade maior e que

dure mais do que até o fim da barra de chocolate é

invisível e na verdade nem existe, é só uma

simbologia que representa você vendo sua felicidade

e ter preguiça de correr atraz dela e chamar ela pra

conviver ao seu lado. Quer um exemplo maior e

melhor do que o amor, carinho e calor humano? Não

existe e não são apenas palavras bonitas que se vê

em um livro de poesia ou em um outdoor de creme

dental onde todos são perfeitos até que você imagina

eles pagando contas, cozinhando e chorando. Medos

todos temos, felicidade está no lado de cada um,

pois é diferente em forma, cor e todos aspectos para

cada um. Seu viver define tudo, pois nele se encontra

tudo o que seu criador criou de maior e melhor até os

pontos mais baixos que você poderá chegar em uma

viagem.

sábado, 11 de dezembro de 2010

Pseudo





E enquanto todos seus amigos riem em uma roda sentados em uma mesa do restaurante, você olha parado por um segundo por um vidro de um jardim artificial feito no canto superior do local, e se imagina sentado no chão da rua com alguém que realmente goste, aquela pessoa que te faça sorrir por dentro e desejar um abraço de amor que dure mais do que poucos segundos de apertões e troca de perfumes. Ou em casa sozinho com o olhar fixo em uma lua que parece sobrevoar nuvens cinzas fracas semelhantes a fumaças de industrias, tal lua formando uma letra C ou D como preferir, pois ambas letras combina Com você ou De você. Estranho, mas o “você” não saiu da minha cabeça.

Voltando a querer se apaixonar, tudo começa a perder um pouco a graça e o interesse, não é pela vontade de querer você logo já tendo a certeza de que um dia teremos que nos encontrar, mas é o tom e o calor em que contorna o corpo com pequenos passos e letras de uma musica que não para de tocar em minha cabeça mesmo em um trabalho que te puxe a uma realidade, seu sonho continua vivendo em cada vogal de uma palavra,  fechada ou aberta, não preciso ver sua expressão, só de sentir um vento sei que está sorrindo e sentindo o mesmo que eu agora.

Mas tenho novamente uma certeza, eu quero me apaixonar de novo!

sábado, 13 de novembro de 2010

Cair sorrindo.




Sou aquele cara que pisa em folhas secas, e sempre tem um montinho de fezes embaixo de uma delas.
Atravesso a rua pisando nas faixas brancas apenas do sinal, até que a ultima na verdade é uma vala onde além de cair descubro que a tinta tava fresca.
Aquele que levanta e tenta ajudar um possível cego a atravessar a rua e quando se depara com um trombadinha que te leva tudo de valor.

Sou um rapaz que depois de ter visto que o dia não era dele sorri e senta em um banco confortável que parece ser feito sob medida ao perceber que era um cupinzeiro.
Um rapaz que vai ao hospital e percebe que na verdade do SUS não suporta mais ninguém então ao tentar dar o lugar pra alguém depois de horas esperando, descobre que o bendito filho da mãe, vende lugares na fila por 50,00.

Um rapaz que diz tudo bem quando parece estar tudo bem e de banho tomado quando um ônibus passa em alta velocidade em um calor infernal, e aquela poça de água podre estava apenas te esperando para te tocar.
Um rapaz que sentado em um banco com 7 amigos lanchando de tarde, recebe um presente de um passarinho, um presente gelado, branco e meio gosmento, mas fazer o que, já que era uma probabilidade de 1 em 8.

Sou um rapaz que após tudo isto, ele fecha os olhos sorri, e lembra que estes fatos ocorreram em seu dia de folga em um dia de descanso e lazer.
Sorrir sempre, mesmo que o sorriso seja tentado a cair a todo momento, nunca deixar se bater por coisas pequenas, mesmo que venham insistentemente em periodicidades espantosas continuas.

Sentado no vento






A um senso de proteção, se vê um protegido sorrindo como um bobo, cantarolando em uma chuva chamada garoa, nomeada assim no rio Grande do Sul.
Com um esforço sorrateiro e um sorriso endiabrado, a perspicácia é uma aliada ao me planejar em te fazer sorrir. A barreira do querer te impede de progredir, mesmo parecendo ser um tanque de guerra, já que esta é a sensação, ainda que nunca presenciássemos uma batalha lidando com a morte, invulnerabilidade de uma droga que não faz mal físico, pelo contrario, só te faz gozar de um dos delírios dos viveres que encontramos em cada passinho de bebê que se dá.

Sentado em um banquinho rústico feito na própria arvore que já cicatrizou e não se recorda mais da dor que sofreu a 3 anos atrás, eu vejo o mundo e mordo os lábios para não atirar pedrinhas feitas de argila nas pessoas que por baixo dela passam, fazendo coisas erradas pelas costas dos outros, cantando vantagens de serem amadas, espertas e maduras...
O mesmo vento que soprou em você, chegará em mim com um cheiro mais carregado, não apenas da umidade de uma chuva que se aproxima, mas de doce do perfume, de uma bela loira, que sorri ao ver uma mãe educar seu filho a jogar papel na lixeira, ou um casal de namorados reatando após uma briguinha boba no sinal da esquina da mesma padaria que a visão da arvore se perde. É assim eu vou vendo a cada parte do mundo que a visão da copa desta filha da natureza me permite.
Fazendo de todo possível para protegera madeira do fogo que tentam colocar ao passarem por ela, não entendo se por inveja, ódio ou qualquer sentimento que não me vem a mente nomear para entender as justificativas das pessoas magoarem tanto as outras falando coisas para se vangloriarem. As pedras de Argilas quanto mais tempo passam, mais elas se petrificam, as armas se tornam fortes e perigosas ao se usarem quando o atirador é hábil, novamente, minha boca sangra, por eu não poder dizer as pessoas o quão perigo correm elas sim, sendo fúteis, ao lado de pessoas que percebem, exemplificam e demonstram.
Quantos perdem em não reconhecer o quão frio é o vento de manhã, e o quão leve é a sensação da areia nos pés, o sorriso na boca, um pássaro na árvore, um friozinho na barriga, e um abraço bem apertado. Feliz, os que sentem, mesmo não sabendo explicar sem parecer igual e sempre disperso. Feliz o bobo, pois vence sem saber que venceu.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Lá...




Sorrindo com uma lágrima no olho sempre. A cada decepção você já está preparado com a lágrima em justificativa de prontidão, e o sorriso para dizer que está tudo bem, mas o se apegar é o ponto que te machuca. O senso da proteção? Oh! Você novamente proteção? Um gato protegendo um leão, é assim que me sinto quando quero ficar olhando horas e horas para alguém que transmite paz, mesmo que agitação seja um de seus sorrisos.

O tempo que dizem não termos, se tornou rápido para mim, só para ter o prazer de ir ao futuro ver como será meu corpo em relação a atração do seu, e voltar, porém voltar e ficar calado, para mudar o que tiver que mudar e ver seu sorriso sempre.Sorriso, repito várias vezes, pois ele é um dos fatores que te mostra quem você é atrás de qualquer anonimato.

Porem achar loucura as pessoas que te definem pelo seu cheiro, mas todos prejulgam por algo, o cheiro se torna algo amenizado perto dos outros fatores que usam. Cada cheiro diz algo, e o que mais atrai são os que passam querer carinho/ proteção e paz, pois quando você pede proteção, você automaticamente retribui sem ver com sua motivação.