quinta-feira, 15 de julho de 2010

E eu acho que gosto mesmo de você.





Convencer do contrario, eu não minto que poderia ser até fácil, porque você sabe do que eu gosto. Não me entenda mal, eu mal posso esperar você voltar pra casa. Ao invés de andar longe por aí, ao invés de nenhum lugar pra pousar, posso esperar você voltar pra casa. Você jura que você não se lamenta de nada mesmo? Isto poderia te levar de volta para baixo, mas tem algo que você disse que não pode ser desfeito: Melhor continuarmos assim e simplesmente segurar o sorriso, apaixonando e desapaixonando.

Você nunca pode dizer nunca, se apenas eu soubesse o que sei, eu faria questão de dize-lo. Será que eu realmente perdi meu caminho ou você está com medo? Você foi a música tocando ao fundo o tempo todo, mas você está aparecendo agora e todos estão ansiosos para conhecê-la, comprimentá-la. Diga quando e as minhas duas mãos irão consolá-la esta noite, diga quando e os meus dois braços irão carregá-la.

Eu estou olhando para o que foi uma parede separando Leste e Oeste, agora eles se encontram no meio da ampla luz do dia, então isso é onde você está, e isso é onde eu estou, em algum lugar entre a insegurança e cem. Tentando não perder minha cabeça eu nunca estive amedrontado antes dizer a você o que fazer ao invés disso, meu corpo deitado no chão. Mas é assim que a história acaba, ou apenas tem um começo para beijar a diferença.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Selvagem





Te querer passou a doer, desde que os momento bons nos prendem como raízes que aos poucos se fixam em nosso corpo. Não preciso continuar cultivando algo que não sai mais. Já existe e é real, mas falta em mim a sede de um água que você sugou, falta a luz em que você cresceu e o lugar que ocupou.

Talvez em pular de um prédio bem alto tiraria a ansiedade ruim com um frio na barriga e o medo de morrer, com um cisco que entrar em meu olho eu usarei como desculpa para falar que eu não choro e sim sou forte para te proteger.

Com o pé quebrado, eu o direciono para traz, onde você não verá para tropeçar ou parar sua atenção para mim, mas um suspiro talvez te preocupe, mas não se ligue, não foi um soluço de dor, foi apenas o eco em quando eu olhar para você.

Eu vou gritar em um beco com tijolos mofados que eu não consigo mais respirar.Quanto mais engolir até regurgitar?

domingo, 6 de junho de 2010

Pragmático




Nos sentimos sozinhos na vida, somos metades com diferentes personalidades andantes.
Pequenos atos em nosso cotidiano nos mostram como podemos ter parcelas de felicidade, como acordar e olhar para o céu, respirar e ver que ainda vive independente de qualquer fator. Em cidades não vemos pássaros com freqüência a menos em gaiolas, mas e quando eles cantam nas manhãs de sábado mesmo você tendo de enfrentar seu dia com o corpo cansado e os olhos pedindo um canto escuro para chorar, mas você levanta e continua sua vida talvez não mesma forma que todos continuam, pois você sente-se diferente dos outros mesmo tendo em comum as alegrias em rodas de conversa.

Temos a tecnologia com nosso esforço e suor que derramamos justamente no decorrer do dia para desfrutar um pouco do que outros criaram para te satisfazer. Tornamos nossa estadia terrestre uma passagem por um hotel, quebramos o que for publico, roubamos o que for privado. Destruímos o que vem de graça e guardamos o que custamos a encontrar, e assim continuamos a hierarquia de nós mesmos.

Ouvimos as musicas para um refugio meio a grandiosidade, uma musica de palavras bonitas e aparentemente feita para você, palavras juntas com uma melodia que te pega no colo mesmo e te leva ate se cansar de sorrir e outra pessoa a sua volta te acuda de seus propios pensamentos, vivemos bem quando queremos, não desprendemos das correntes apenas por um motivo que leva a vários... sim, a pressão do tempo em nossa vida, tempo que nos deixam velhos, tempo nos trazem tristezas e ao mesmo as levam com o vento mas que deixam o cheiro que gruda em nosso corpo, e por isso choramos para tentar limpa-las.

3 Horas da tarde



Não precisamos ser pequenos para acreditar em contos imaginários, se somos donos de nossa mente, porque não imaginar que podemos ser felizes mesmo neste estado do mundo, não é?

Quando você sente um amor, um carinho quente que realmente exala de seu corpo, você se sente invencível, como se por alguns minutos você fosse a prova de balas e que se o mundo acabasse naquele momento você criaria seu próprio canto para poder continuar amando. Um sentimento assim poderia se comparar a de uma perda, onde o seu grito por ter perdido alguém é devastador a quem sentir as vibrações e quem o ver seria o mesmo de não existirem, ser colorido com uma tinta cinza em tudo a sua volta, por isso a visão escurece, pois todos seriam irrelevantes naquele exato momento.
Alguns concertam suas vidas com um emprego, outros com um estudo.
Mas os que a moldam por um amor com uma musica no fundo não necessariamente de piano, mas lenta a uma sonoridade imaginária, esses sim sãos os que dão vontade de ser.

Não precisamos falar língua dos anjos nem dos Elfos para poder entender o próximo, porque alguém que pode ser como você e no entanto ser capaz de qualquer ato a ver apenas a sua vida, não vale um sacrifício, mas ele vale sim um esforço, uma ação que poderia salvar toda sua vida, mesmo que esteja segura sobre pilares de bronze que não enferrujassem com o tempo, o seu ato poderia dar nem que 5 minutos mais felizes da vida da pessoa, isto evitaria uma morte, pois mesmo que viciado em você, ele ainda sim teria experimentado aquilo que dizem ser a ambrosia dos deuses.

domingo, 23 de maio de 2010

Desnorteado



Nossa vida cheia de sentimentos e objetos caindo em nós, está sempre andando para não criar teia de aranha, (a aranha do canto da sala que vira assunto quando se está com alguém que gosta sem palavras para a ocasião), se condiz com uma características de uma estante, essas que agente guarda livros, não é? Bem, guardamos passagens e vários momentos nela, desde contos históricos a fatos reais.

Quando ficamos perdidos, perdemos o caminho de idealizar a vida, mas ainda sim estamos perdidos dentro dela. Fios que todos dizem que passam por outros fios onde se encontram os amigos, mas que como o vento a maioria é levada a seu próprio destino longe de nós.

Ouvi por ai que um amor pode durar um século, mas que amor é este, que se acaba em um mês enquanto o tempo voa quando se o sente? Seria uma bateria para a chamada vida? Ou seria um sentimento que não distingue entre o bem e o mal e se dá para todos?
As perguntas geram as respostas, que rodam o pensamento que nos deixam desnorteados quando nos paramos e damos conta que ficamos por conta de descrever e procurar o amor. A chave que não pode ser vista, mas que não é como o controle que está embaixo da almofada.

Esquecemos da vida por causa da própria vida, como na musica: “milhões de vasos sem nenhuma flor”, temos a máquina, temos a estrada, precisamos comprar a gasolina e concertar periodicamente nossas necessidades maiores para que possamos carregar em nossa bagagem esse formoso amor que todos falam.